Sintegração I

 Na aula do dia 06/10, em formato online, foi proposto uma sintegração sobre os textos indicados nas aulas anteriores. Em geral, os textos mencionavam sobre não-objeto, virtualidade, magia e interatividade. 

Foram 4 rodadas de 25 minutos cada, sendo que a cada rodada os grupos eram trocados e os temas também. No geral, achei a experiência bem desafiadora e diferente de outros debates os quais eu tinha participado. O que mais me chamou a atenção foi que a cada discussão, as discussões passadas agregaram muito no meu repertório particular e pareceu mais fácil debater sobre. 

Na primeira rodada, fui debatedora sobre o tema “a relação do virtual com a vida cotidiana (com a sociedade / tempo-espaco — tendo como referência inicial o Familistério)”. Particularmente, esse foi meu tema preferido e a discussão que achei que rendeu mais. O grupo debateu sobre a virtualização do ambiente no cotidiano e o papel dos arquitetos nisso, e se a virtualização completa era utópica ou não, se a virtualização de um ambiente seria libertadora ou limitadora para aqueles que a frequentariam/habitariam…

Na segunda rodada, fui crítica no tema “a possibilidade da magia pela experiência e não da mágica pelo truque (ou seja, pela ignorância dos processos), como recurso para promover a abertura ao outro (conforme indicado nos textos de Flusser, Haque e Gullar)”. Em contrapartida com a primeira rodada, achei essa um pouco menos frutífera e senti que a discussão correu mais em círculos e conceitos concretos do que em uma discussão propriamente dita. Senti que os debatedores desvencilharam-se um pouco da questão da experiência e o que a torna mágica e focaram muito na questão técnica.

Na terceira rodada, fui observadora no tema "objeto (quase-objeto, não-objeto) como obstáculo para remoção de obstáculos pensando em como obstacularizar o mínimo possível”. Dentre todas, percebi que no papel de observador você menos absorve o conhecimento e o repertório do que quando você está na discussão plenamente inserido. A discussão, no geral, foi sobre o design de um objeto de maneira inteligente e responsável, de modo que preservem a liberdade dele e que não tornem-se obstáculos maiores para outros objetos.

Por fim, fui debatedora novamente no tema “a relação função/sentido do objeto no mundo em contraponto à abertura do não-objeto”. Essa eu senti que foi um tema mais aberto e, portanto mais abstrata. Mas, o que gostei, principalmente, foi o repertório fora do proposto pelos professores que os debatedores trouxeram, como artistas e obras de arte que enriqueceram a discussão sobre o papel de “objetos” no mundo.

É isso, obrigada!! :)

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